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Estudo da durabilidade do revestimento de edificação predial em João Pessoa/PB - Brasil ©
All content on this website are freely distributed. Click for more information Date : Julio 27, 2011   | Published by : Helen Email: Not available Web: About: Enga. Alimentos, Enga. Segurança do Trabalho, Mestre em Ciência e Tecnologia dos Alimentos, Discente em Programa de Pós-graduação em Engenharia Mecânica (UFPB - Brasil), Discente em Doutoramento de Educacao na Universidad Autonoma de Asuncion - Paraguai e Profa. da disciplina Tecnologia dos Alimentos do Departamento de Nutrição, Centro de Ciências da Saúde, da Universidade Federal da Paraíba - Brasil.See Authors Articles (13)  | 0 Comment/s Category : Engineering and Management Systems | Language : Portuguese Author/s : PINTO, Helen Karla R. F. ; PINTO, H. R. F.; MENDONÇA, R. M. P. F. DE; CEDRAZ, E.; PONTUAL, Y.; TORQUATO, D. |
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O desenvolvimento sustentável busca conciliar, preservação ambiental, desenvolvimento econômico e o fim da pobreza no mundo. Desde 1970 o termo desenvolvimento sustentável vem ganhando espaço na sociedade e hoje é bastante valorizado, devido ao maior conhecimento cientifico e a facilidade na obtenção de informações da população.A atividade que gera maior impacto no meio ambiente é a |
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Estudo da durabilidade do revestimento de edificação predial em João Pessoa/PB - Brasil
Pinto, H.K.R.F.; Pinto, H.R.; Mendonça, R. M. P. F. de; Cedraz, E. Pontual, Y.; Torquato, D. (UFPB, Campus I, julho, 2011)
1- INTRODUÇÃO
Em 1987, a World Comission on Environment and Development definiu desenvolvimento sustentável como “desenvolvimento econômico e social que atende as necessidades da geração atual sem comprometer a habilidade das gerações futuras de atenderem as suas próprias necessidades”. O Desenvolvimento sustentável busca conciliar, preservação ambiental, desenvolvimento econômico e o fim da pobreza no mundo (MENDES, 2003). Desde os primeiros debates e discussões que deram origem ao termo desenvolvimento sustentável, nos anos 1970 (KALBUSCH apud VAN BELLEN, 2007), esse tipo de desenvolvimento foi ganhando espaço na sociedade e hoje é bastante valorizado, devido ao maior conhecimento cientifico e a facilidade na obtenção de informações da população. A atividade humana que gera maior impacto sobre o meio ambiente é a construção civil (KALBUSCH, 2007). “Globalmente, a construção de edifícios é responsável pelo consumo de 40% dos recursos minerais, 25% da madeira, 40% da energia e 16% da água consumidos anualmente” (ROODMAN, apud BRAGANÇA - 2006). Por essa razão a construção civil deve se adequar a proposta de desenvolvimento sustentável. No Brasil, a sustentabilidade ambiental ainda está muito atrasada em relação aos países desenvolvidos. A falta de uma política ambiental e o excesso de corrupção contribuem para as atividades nocivas ao meio ambiente e às gerações futuras (GABEIRA, 2007). Uma construção civil inteligente (em obra) considerada sustentável preocupa-se com tudo o que consome, gera, processa, retorna e recicla materiais. A análise do ciclo de vida de uma obra é de fundamental importância para definir se está dentro dos padrões de sustentabilidade ambiental (BARONA, apud IDHEA - 2000). O conceito de análise do ciclo de vida de uma construção civil (ACV), consiste no cálculo aproximado do tempo de sua existência, ou seja, o período do início da concepção da obra até a sua demolição. Nesse ciclo é feito um detalhamento dos métodos utilizados para a elaboração do ciclo de vida de uma construção civil.
A cidade de João Pessoa/PB, localizada no nordeste brasileiro recentemente tem tido os primeiros contatos com ações de sustentabilidade ambiental, como as campanhas de Coleta seletiva de materiais (resíduos sólidos), que intensificaram, o incentivo a agricultura familiar e aos programas de geração de empregos (PREFEITURA MUNICIPAL DE JOÃO PESSOA/PB, 2010). Na área da construção civil, alguns edificações prediais, tanto da área comercial (Flat´s), quanto da área residencial (apartamentos), têm tentado se adequar à sustentabilidade ambiental. Além disso, em 2007, essa capital paraibana conseguiu instalar a primeira usina de reciclagem de resíduos sólidos, provenientes da demolição de residencias unifamiliares e das atividades da construção civil (PREFEITURA MUNICIPAL DE JOÃO PESSOA/PB, 2007).
Para a implantação e manutenção de um modelo de desenvolvimento sustentável ideal, são necessárias avaliações frequêntes e sucessivas no empreendimento em construção civil, que ajudam a determinar o nível adequado de sustentabilidade das edificações. Na literatura existem muitos métodos com diferentes complexidades de avaliações. No Brasil, segundo SILVA (2003), em sua grande maioria enfocam com relevância a parte ambiental da sustentabilidade e deixam a desejar em outros aspectos. Porém, é notável a evolução da aplicação efetiva de métodos de avaliações comuns e de fácil processo de avaliação (BRAGANÇA, 2006).
Para contribuir com o desenvolvimento sustentável de João Pessoa, nosso projeto busca encontrar o método de avaliação de sustentabilidade mais adequado para a situação atual da cidade e através dele avaliar o grau de sustentabilidade de edifícios construídos no bairro do Altiplano, região da cidade que se valorizou muito e onde o número de construções cresceu bastante nos últimos anos, gerando assim informações que serão úteis pra entendermos a situação dos edifícios da cidade e que servirão de dados para decisões que ocorrem durante todo o ciclo de vida das edificações avaliadas.
2 - REVISÃO DE LITERATURA
Desenvolvimento sustentável
O comprometimento com a questão de desenvolvimento sustentável aumentou a partir da década de 1980, motivado pela definição das metas ambientais. (SILVA, 2003 apud KALBUSCH & GONÇALVES, 2007).
O conceito clássico de desenvolvimento sustentável é oriundo do relatório de Bruntland, entitulado “Nosso futuro comum”, aprovado pela ONU, em 1987 e criado pela Comissão Mundial para o Meio Ambiente e Desenvolvimento: “capacidade de desenvolver no presente, sem comprometer a necessidade das gerações futuras”. O que significa desenvolver ao ponto de equilíbrio entre os três componentes do meio ambiente: o natural/ecológico, o social e econômico (CAVALCANTI, 1998), ou seja, equilibrar proteção ambiental, equidade social e eficiência econômica.
A Agenda 21 foi o documento publicado em 1992, fruto da RIO ECO-92, Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro/RJ - Brasil. A Agenda 21 serviu de base para que cada país elaborasse seu plano de construção de uma sociedade sustentável e pôde ser reinterpretada, desde então, em diversos setores, como o da construção civil. (KALBUSCH & GONÇALVES, 2007).
Impactos da Construção Civil
A construção civil é responsável pelo consumo de 14 a 50% da totalidade de recursos naturais extraídos no mundo, conforme o país. Só no Brasil, estima-se um consumo anual de 210 milhões de toneladas de agregados de materiais da construção civil para uso em concreto e argamassa. Segundo JOHN, 2000 a escassez e a extinção de fontes e jazidas, e as alterações na fauna e flora do entorno destes locais de exploração são os principais impactos ambientais decorrentes da extração de recursos naturais desordenadas.
Outros impactos estão relacionados às fases do ciclo de vida dos edifícios (planejamento, implantação, uso, manutenção e demolição de estruturas prediais). Em pesquisa de DEGANI (2002) sobre o ciclo de vida de edifícios residenciais, esses impactos identificados foram divididos no que atingia o meio físico, o meio biótico e o meio sócio-econômico. O meio físico seria atingido através da alteração das propriedades físicas do solo, contaminação química do solo e da água, alterações de condições de estabilidade do solo, esgotamento de jazidas, indução de processos erosivos, emissão de material particulado respirável, contaminação por gases, poluição sonora, aumento de quantidade de sólidos dissolvidos na água, poluição de lençóis subterrâneos, dentre outros. O meio biótico seria afetado pela interferência na fauna, flora e na dinâmica dos ecossistemas; e o meio sócio-econômico, pela alteração na qualidade paisagística, nas condições de saúde da comunidade, alteração do tráfego nas vias locais, pressão sobre suportes urbanos, aumento do volume de aterros sanitários, obstrução de córregos e vias pluviais, perdas de solos férteis para deposição de entulhos, dentre outros. (DEGANI, 2002).
Construção civil sustentável
A intenção da construção sustentável é que a construção civil enfrente e proponha soluções aos problemas ambientais atuais, sem renunciar à moderna tecnologia e sem deixar de construir edificações que atendam as necessidades de seus usuários. É um sistema de construção que faz alterações conscientes no entorno, atendendo as necessidades de edificação e de uso do homem moderno, mas preservando o meio ambiente, os recursos naturais, de forma a garantir uma qualidade de vida acessível também às futuras gerações (IDHEA, 2003). É também aquela que reduz os impactos ambientais causados pelos processos construtivos, uso e demolição dos edifícios e pelo ambiente urbanizado. Um edifício sustentável precisa ter, no mínimo, uma gestão sustentável da implantação da obra; consumir o mínimo de água e energia na implantação da obra e ao longo de sua vida útil, usar matérias-primas ecoeficientes; gerar o mínimo de resíduos e contaminação; utilizar o mínimo de terreno e integrar-se ao ambiente natural; não provocar ou, pelo menos, reduzir os impactos no entorno, no que se refere a paisagem, temperatura e concentração de calor e a sensação de bem estar; adaptar-se às necessidades atuais e futuras dos usuários; criar um ambiente interno saudável; e proporcionar saúde e bem-estar aos usuários. (Lanting, 1996 apud IDHEA, 2003)
Uma maneira que se mostra válida para encorajar a adoção da construção sustentável é impulsionando uma mudança na demanda de mercado, através da implementação de sistemas de avaliação de sustentabilidade e certificação de edifícios (CIB, 1999 apud KALBUSCH & GONÇALVES, 2007), os quais já vem sendo desenvolvidos e aplicados em diversos países (SILVA, 2003 apud KALBUSCH & GONÇALVES, 2007).
Tecnologias aplicadas a construção sustentável
Gestão e economia de água: um arejador consiste num acessório para torneiras e chuveiros que tem a função de misturar ar à água, dando a sensação de maior volume. Assim, quanto maior a pressão, maior será a economia de água, que pode ser de 25 a 50%. Torneiras convencionais possuem vazão de 5 a 10 L/min. Atualmente o mercado oferece torneiras de vazão ajustável, que podem chegar a 1.8 L/min sem prejuízo do conforto. Considerando-se que as torneiras são responsáveis por de 10% a 20% do consumo, essa redução de vazão representará uma economia de, aproximadamente, 60% a 80% no gasto de água. O que significa cerca de 6% menos na conta mensal. Além das torneiras, os arejadores também podem ser utilizados nos chuveiros, que liberam, normalmente, de 10 a 30 litros de água por minuto, sendo responsáveis por 30 a 50% do consumo de água da casa. Reguladores de vazão permitem ajustar a vazão da água em 8 litros por minuto, quantidade mínima e suficiente para um banho revigorante e econômico. (Ullmann, 2010)
Qualidade do ar e do ambiente interior (QAI) tem-se tornado um tema ambiental de grande relevância. O número de queixas relacionadas tem crescido nos últimos anos com o aumento da densidade de edifícios, o crescente uso de materiais sintéticos, e as medidas de conservação da energia que reduzem a quantidade de ar exterior fornecido. Os equipamentos dos edifícios modernos (por exemplo, fotocopiadoras, impressoras laser, computadores), produtos de limpeza, e a poluição do ar exterior, também podem aumentar os níveis de contaminação do ar interior. As reações a estes agentes podem conduzir ao fenômeno conhecido como Síndrome do Edifício Doente (SED).
Fatores que afetam a qualidade do ar interior
O ar ambiente interior de um edifício resulta da interação da sua localização, do clima, do sistema de ventilação do edifício, das fontes de contaminação (mobiliário, fontes de umidade, processos de trabalho e atividades, e poluentes exteriores), e do número de ocupantes do edifício. Alguns destes fatores são: temperatura e valores extremos de umidade, dióxido de carbono, monóxido de carbono, partículas (de fumo, de carpete, de materiais de limpeza e outros), compostos orgânicos voláteis(tintas, perfumes, solventes e outros), ventilação inadequada (entrada de ar exterior insuficiente, deficiência de circulação), matéria microbiana (materiais molhados e úmidos). Agência Portuguesa do Ambiente and Laboratório Referência do Ambiente (2009)
Conforto termo-acústico
Ecoplacas são chapas planas fabricadas a partir da reciclagem de embalagens do tipo longavida e plásticos diversos, com aplicação para diferentes usos, como:· Painéis divisórios e Tapumes;· Forros;· Estandes e biombos;· Móveis como mesas, cadeiras, bancadas, tampos, armários, escrivaninhas; · Design e objetos em geral.
Composição - Composto por 75% de plástico (polietileno), 23% de alumínio e 2% de fibra celulósica, oriundas de material descartado pósconsumo. Medidas - Dimensões: 2,20m X 1,10m (2,42m2).
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Espessura |
2mm |
4mm |
6mm |
8mm |
10mm |
12mm |
14mm |
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Peso |
5,5kg |
8,7kg |
13kg |
17,4kg |
21,8kg |
26,2kg |
36,30kg |
Características:· Material 100% reciclado pósconsumo;· Baixa absorção de umidade (< 4%);· Resistente a agentes químicos em geral;· Isolante termoacústico;· Autoextinguível, não propaga chamas;· Fácil fixação, não trinca sob a penetração de pregos e parafusos;· Usinável. Aceita serra circular, tupia, serra de fita e outras;· Aceita colas de contato e adesivos em geral. IDHEA – Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica (2000).
Gestão de resíduos na edificação
Classificação: Classe I - Perigosos: são os que apresentam riscos ao meio ambiente e exigem tratamento e disposição especiais, ou que apresentam riscos à saúde pública. Classe II - Não-Inertes: são basicamente os resíduos com as características do lixo doméstico. Classe III - Inertes: são os resíduos que não se degradam ou não se decompõem quando dispostos no solo, são resíduos como restos de construção, os entulhos de demolição, pedras e areias retirados de escavações.
Destinação: Os resíduos compreendidos na Classe I - perigosos, somente podem ser dispostos em aterros construídos especialmente para tais resíduos, ou devem ser queimados em incineradores especiais. Nesta classe, inserem-se os resíduos da área rural, basicamente, as embalagens de pesticidas ou de herbicidas e os resíduos gerados em indústrias químicas e farmacêuticas. nas Classes II e III podem ser incinerados ou dispostos em aterros sanitários, desde que preparados para tal fim e que estejam submetidos aos controles e monitoramento ambientais. (Redação Ambiente Brasil, 2006).
Métodos de avaliação de sustentabilidade
Segundo Silva et al., (2003) os países como Reino Unido, Estados Unidos e França possuem sistemas de avaliação de sustentabilidade de edifícios. Entre elas, temos aqueles orientados para o mercado. Estes esquemas têm estrutura mais simples e vinculados a algum tipo de certificação de desempenho e divulgam o reconhecimento do mercado pelos esforços dispensados pelos projetistas para melhorar a qualidade ambiental de projetos, execução e gerenciamento operacional. Este é o caso do BREEAM (Building Establishment Environmental Assessment Method, Reino Unido) (BALDWIN et al apud SILVA et al, 2003), do LEED™ (Estados Unidos) (U.S. GREEN BUILDING COUNCIL apud Silva, 2003), e do CSTB (França) (NIBEL et al apud SILVA et al., 2003). Há ainda esquemas de avaliação orientados para pesquisa, como o GBC (COLE; LARSSON apud SILVA et al, 2003). Nesse segundo caso, a ênfase é desenvolver uma metodologia abrangente e com fundamentação científica que possa orientar o desenvolvimento de novos sistemas.
Lançado em 1990, o BREEAM é o primeiro e mais conhecido sistema de avaliação de desempenho ambiental. Desenvolvido no Reino Unido, atribui uma certificação de desempenho direcionada ao marketing de edifícios (SILVA, 2003). Esse sistema possui ainda uma estrutura de avaliação dividida em nove categorias principais: gestão, saúde e conforto, transporte, uso de energia, de água, de materiais, do solo, ecologia local e poluição (KALBUSCH, 2007). Ainda segundo a referida autora, essa avaliação é feita através de uma checklist, da qual um número mínimo de ítens deve ser atendido. A partir daí, atribuem-se créditos ambientais, que são posteriormente ponderados até chegar a um número único, permitindo uma comparação relativa entre os edifícios certificados pelo sistema, enquadrando-os em uma das classes de desempenho propostas pelo método. Segundo Silva (2003), estima-se que, atualmente, cerca de 30% dos novos edifícios do Reino Unido sejam submetidos a esta avaliação anualmente. Ainda há, hoje, versões internacionais do BREEAM no Canadá e Hong Kong adaptadas às condições e aspectos de relevância regional, e, futuramente, na Dinamarca, Noruega, Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos (DOGGART et al apud SILVA, 2003).
O LEED™ (Leadership in Energy and Environmental Design) tem uma estrutura simples a ponto de ser, por isso, criticado. Ele foi lançado em 1999 com o objetivo de disseminar os conceitos de construção ambientalmente sustentável para o mercado da construção civil americana. Após o período de validade da certificação (cinco anos), deve haver outra avaliação com diferente foco: a operação e gestão do empreendimento. O critério mínimo é o cumprimento de uma série de pré-requisitos (SILVA, 2003). Após esta etapa o edifício pode ser avaliado em 69 pontos em 6 áreas principais, que são: sítios sustentáveis (14 pontos), uso eficiente de água (5 pontos), energia e atmosfera (17 pontos), materiais e recursos (13 pontos), qualidade do ambiente interno (15 pontos), e inovação e processo de projeto (5 pontos). Com isso o LEED™ pretende promover a melhoria do bem-estar dos ocupantes do edifício e gerar retorno econômico e ambiental com práticas reconhecidas e inovadoras, padrões e tecnologia (KABULSCH, 2007).
O Centre Scientifique et Tecnique du Bâtiment (CSTB), certificação desenvolvida em 2002 pelo tem como objetivo avaliar o desempenho ambiental das construções civis e ainda garantir que o desenrolar da fase de programação até a de entrega da obra se dê de modo controlado, garantindo que a qualidade esperada seja atingida (CARDOSO apud KALBUSCH et al, 2007). Ainda segundo o referido autor, “o fato de certificar não somente o edifício, mas também o empreendimento, em todo o seu desenrolar, e não apenas em sua fase de projeto, como fazem outras certificações da mesma natureza, é uma primeira característica própria da certificação francesa". Através do sistema de gestão do empreendimento (SMO), são declarados ações e fatores que permitirão que os objetivos referentes à qualidade ambiental do edifício se realizem durante todo o empreendimento (CSTB apud KALBUSCH, 2007). Ainda segundo Kalbusch (2007), cabe ao CSTB a realização de auditorias no SMO do empreendimento para verificar a viabilidade das ações pretendidas no QEB, parte da certificação que trata da qualidade ambiental do edifício. Esse referencial QEB contém as metas a serem alcançadas pelo empreendimento em questões ambientais, sanitárias e de conforto. Para tal, as ações a serem empreendidas são divididas em categorias de preocupações ambientais, sanitárias e de conforto, apresentadas na figura abaixo:
Dessas quatorze categorias, quatro devem atender, pelo menos, às exigências impostas pelo nível de desempenho Perjormant, e três devem atender, pelo menos, às exigências do nível de desempenho Tres Perjormant. As outras sete categorias devem atender às exigências do nível de desempenho Base.
O GBC (Green Building Challenge) é um consórcio internacional que desenvolveu um método para avaliação da sustentabilidade de edifícios capaz de respeitar diversidades técnicas e regionais, o GBTool (COLE; LARSSON, apud KALBUSCH, 2007). O GBC não fornece uma certificação de desempenho, pois pretende prover uma base metodológica sólida e a mais científica possível, dentro das limitações do estado atual do conhecimento. A avaliação do desempenho ambiental de projetos é efetuada através de uma comparação com desempenhos de referência (SILVA, 2003). Em 2002, dezesseis países, incluindo o Brasil, participaram da Conferência do GBC 2002, na Noruega (KALBUSCH, 2007). Pretende desenvolver uma segunda geração de sistemas de avaliação de edifícios, englobando diferentes prioridades, tecnologias, tradições construtivas e valores culturais. A estrutura de avaliação é disposta em 4 níveis: temas principais, categorias e áreas de desempenho, critérios, e sub-critérios. Os temas principais avaliados pelo GBTool 2002 são os seguintes: uso de recursos, cargas ambientais, qualidade do ar interno, qualidade dos serviços, aspectos econômicos, e gestão pré-ocupação. Os três primeiros temas são obrigatórios e os três últimos opcionais. Cada um desses temas principais compreende várias categorias. Os níveis de critérios e sub-critérios são os mais baixos e são avaliados atribuindo-se valores entre (-2), que representa um desempenho insatisfatório, e (5), que representa um desempenho-meta. A pontuação de cada um dos temas principais é obtida através da ponderação dos pontos de suas categorias e, finalmente, a pontuação do edifício é obtida através da ponderação dos pontos de todos os temas principais (SILVA, 2003).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
DEGANI, C. M.; CARDOSO, F. F. 2002. A sustentabilidade ao longo do ciclo de vida de edifícios: a importância da etapa do projeto arquitetônico. NUTAU - Sustentabilidade, Arquitetura e Desenho Urbano. Núcleo de Pesquisa em Tecnologia da Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. São Paulo.
KALBUSCH, A., GONÇALVES, O. M. 2007. Critérios de avaliação de sustentabilidade ambiental dos sistemas prediais hidráulicos e sanitários em edifícios de escritórios. Boletim Técnico. EPUSP. São Paulo.
BRAGANÇA, L., MATEUS, R. 2006. Sustentabilidade de soluções construtivas. Departamento de Engenharia Civil. Universidade do Minho.
JOHN, V. M. 2000. Reciclagem de resíduos na construção civil: contribuição para metodologia de pesquisa e desenvolvimento. Tese livre docência - Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Departamento de Engenharia da Construção Civil. São Paulo.
IDHEA – Instituto de Desenvolvimento de Habitações Ecológicas, 2000. Construção Sustentável. Disponível em: http://www.idhea.com.br/pdf/construcao_sustentavel.pdf . Acessado em 20/06/2011.
MATEUS, R., BRAGANÇA, L. 2004. Avaliação da sustentabilidade da construção: desenvolvimento de uma metodologia para a avaliação da sustentabilidade de soluções construtivas. Departamento de Engenharia Civil. Universidade do Minho.
SILVA, V. G., SILVA, M. G., AGOPYAN, V. 2003. Avaliação de edifícios no Brasil: da avaliação ambiental para avaliação de sustentabilidade. Ambiente Construído. Revista da ANTAC.
MENDES, M. C. 2003. Desenvolvimento sustentável. Disponível em: http://educar.sc.usp.br/biologia/textos/m a_txt2.htm . Acessado em 20/06/2011.
PREFEITURA, de João Pessoa/PB. 2010. Secretaria de desenvolvimento sustentável e da produção – SEDESP. Disponível em: http://pmjp.hagg.com.br/secretarias/sedesp/ . Acessado em 20/06/2011.
GABEIRA, F. 2007. Entrevista em Revista Superinteressante, Editora Abril. Edição 247. Dez/2007.

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